Katamari Damacy é um dos jogos mais diferentes e bizarros da época do PS2. Um jogo que trouxe uma proposta bem diferente pra sua época e talvez até única, visto que se havia visto um jogo com mesma proposta assim. Sua gameplay é o destaque por ter uma ideia simples mas que consegue de certa forma ser desafiadora. A proposta de apenas rolar um objeto que sai pegando outros e aos poucos forma uma "bola" de objetos maior é genial pela simplicidade! O jogador tem até que vários comandos em relação a controlar o "Katamari" mas no fim se resume a passar por cima de tudo que puder para bater o objetivo (pois há um objetivo se não o jogador falhará) e prosseguir pra próxima fase. Os comandos são simples mas o realismo em controlar o Katamari como se ele fosse de fato uma bola é testa a habilidade do jogador. Assim como correr contra o tempo pra alcançar a meta, saber qual objeto pegar primeiro pra depois passar para outros maiores e etc.. Seu enredo é o mais absurdo e simples possível, sendo assim perfeito pra qualquer pessoa entender e se divertir! O absurdo na narrativa que mal é contada (no caso sem necessidade de grandes textos ou algo nas entrelinhas) é que dá charme pro jogo e faz com que o jogador somente aceite o que tá acontecendo, afinal já ficando claro qual a causa de tudo aquilo e como resolver, o jogador pode focar totalmente na gameplay (e os personagens que aparecem são todos carismáticos, mesmo sem falar nada como nosso protagonista). Visualmente o jogo segue a mesma ideia do enredo, onde simplicidade e bizarrice casam bem e você fica entretido com o jogo. Ele é bonito mas ao mesmo tempo estranho. Remete a vida real mas tudo fora do lugar, o que faz o jogador lembrar da vida real mas sem se preocupar em pensar que aquilo é errado pois o jogo lembrará pelo absurdo na tela que é tudo fantasioso. Os gráficos são estilo poligonal, uma coisa puxada como se fosse mais antigo mas funciona bem pois tudo funciona direito (pela sua proposta no caso) e as cores do jogo ajudam também a não tornar tudo muito forte enjoativo pro jogador mas consegue ser colorido e belo. E sua soundtrack também é perfeita! Todas as musicas compostas pro jogo, cantadas ou não, tudo bem feito e com tema pro jogo. Ainda que as musicas sejam diferentes, seguem uma ideia de serem aconchegantes e divertidas. Algumas mais enérgicas e outras mais calmas mas todas cumprindo seu papel (destaque pro efeito de fala do personagem Rei que tem som de "scratchs" de discos ao falar).
Tomb Raider: The Angel of Darkness é o primeiro jogo da franquia na era do PS2. Um jogo que tentou trazer a imagem da Lara Croft de volta após o ultimo titulo lançado até então, na era do PS1, não ter sido bem recebido. Tomb Raider: AoD é um jogo que traz os elementos clássicos dos jogos anteriores mas tenta se modernizar na era em que lançou porém não tendo total êxito, o jogo falha em muita coisa e torna a experiência parecida com o titulo anterior. Sua jogabilidade é muita parecida com as dos jogos clássicos mas com mudanças e novidades que servem na sua medida mas nem tanto para tudo. O desafio na gameplay de ação fica mais por conta do controle em si e os comandos que as vezes não parece responder corretamente e pode atrapalhar a experiencia, e também interação com cenário que pode falhar as vezes. Os puzzles foram simplificados, nem todos são fáceis mas a maioria não demora muito pra se entender o que tem que ser feito. Há também uma novidade com questão de escolhas em diálogos ontem você precisa escolher as frases certas para poder avançar num trecho. As lutas são as partes menos interessantes, sendo o combate armado muito simples e desnecessário em alguns trechos e combate corpo-a-corpo quase inexistente. A adição de outro personagem não ajudou muito também, sendo bem descartável sua presença e com peso 0 na trama do jogo. Se enredo é simples e mesmo que mais "sério" que os anteriores (tentando trazer a questão das consequências e decisões) ainda sim é um roteiro que não surpreende com nada, não tem peso dramático, os vilões são esquecíveis e a própria Lara Croft fica séria a todo momento perdendo o charme dela ter várias expressões e emoções no jogo. O plot final do jogo é quase inútil de certa forma e de certa forma confuso visto que ele puxa pra algo que promete ser grandioso mas no fim nada demais. Visualmente o jogo é até bem feito mas comparando com os jogos antigos, esse fica devendo pelas localidades e cenários, pois se passa no meio urbano boa parte do tempo e pouquíssimos são os cenários para admirar e aproveitar (quase não há locais secretos para querer desvendar também). E sua trilha sonora é boa mas fica devendo um pouco pelo fato de não ter algo memorável e também pelos trechos silenciosos.
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