Celeste já era um dos meus jogos favoritos há muito tempo, e em meio a um período turbulento que estou passando e tantas coisas inesperadas acontecendo, senti que precisava de um jogo como esse, que me desafiasse mais uma vez e que me movesse com a curiosidade de saber o quanto melhorei desde a minha primeira platina, e não tinha como essa maravilha me entregar algo diferente.
A história tem uma base bem sólida, escalar uma montanha que carrega o nome do jogo, mas a forma como tudo se desenrola, como cada personagem é feito e como a própria montanha foi projetada é algo fantástico, não é preciso de flashbacks para desenvolver os personagens, já que em seus próprios diálogos e o próprio mundo ao redor contam muito bem cada coisa e cada mistério.
A arte é algo que também não deixou nada a desejar, todas as animações e a trilha sonora são maravilhosas, cada capítulo é cheio de personalidade não só pelo level design muito bem projetado como também pelas escolhas artísticas aplicadas, dando uma bela sensação de exploração e fazendo com que cada fase seja marcante.
Na gameplay também temos um grande destaque, a movimentação da Madeline é ótima, muito dos movimentos complexos estão disponíveis desde o início, ele só não te apresenta logo de cara, e tudo é muito bem aproveitado, eu realmente não tenho nenhuma mecânica em mente que senti que poderia ser mais utilizada, tudo foi bem pensado para trazer uma experiência bastante desafiadora, e poder ver o quanto você melhora durante sua campanha é uma sensação incrível.
Celeste não tinha como me trazer algo de diferente, continua sendo uma das melhores experiências que tive, cada personagem, cada sessão, cada desafio, tudo é extremamente especial para mim, e revisitar vendo o quanto melhorei e ver que eu consegui passar com tanta facilidade sessões que antes eu cogitava em desistir é um sentimento muito satisfatório, com certeza é um marco dos indies e um desafio que vale a pena se empreitar.